Quando em 1989 o filme Brinquedo Assassino fez sucesso ao apresentar uma personagem aparentemente esquizofrênica e nos trazia a dúvida se o garoto ou o boneco era o assassino, certamente seus criadores não imaginavam que seria uma franquia de tanto sucesso.
28 anos depois, tanto na vida real quanto na cronologia do filme, Chucky está de volta com o objetivo de trazer terror e medo àqueles que já foram seus inimigos.
Continuação direta de A Maldição de Chucky, o filme nos traz de volta a história de Nica, única sobrevivente aos ataques do boneco no filme anterior. Condenada pela morte de seus parentes, Nica foi internada em uma clínica psiquiátrica, tal qual ocorreu com a mãe do Andy após os eventos do filme original de 89. Nica agora se encontra em um manicômio penitenciário de segurança média e seu terapeuta decide que para ela melhorar deve conviver com um dos bonecos Bonzinhos.

Com uma fotografia fria, onde apenas os detalhes coloridos são contrastados apenas em eventos relacionados ao boneco )principalmente o vermelho) o novo filme nos traz de volta aquela sensação de mistério e apreensão da trilogia original. O que é melhorado com o fato de que, apesar de alguns efeitos em Computação Gráfica, ainda temos o Bonzinho feito de forma mecatrônica, trazendo mais veracidade aos eventos do filme.
Culto de Chucky consegue ser melhor que seu antecessor, por ser ainda mais sombrio e traz uma reviravolta surpreendente no final que entrega que ainda há muito mais história para ser contado, que, apesar de bastante forçada, não trilha o brilhantismo de uma obra de baixo orçamento.

Amantes de filmes de terror clássicos e principalmente os fãs da franquia vão ficar felizes com a obra. O filme traz uma série incontável de easter eggs e referências aos filmes anteriores e muito do entendimento da história depende de ter assistido aos outros filmes (até mesmo ao terrível O Filho de Chucky), mas nada que alguém que tenha assistido não possa te contar para ajudar. Vale a pena ficar até o final dos créditos, pois tem uma cena pós crédito tão divertida quanto a cena pós crédito do filme anterior, o que vão fazer os amantes da trilogia original gritar de alegria.
Recomendo apenas que evitem a versão dublada, pois apesar do brilhantismo de Guilherme Briggs, sua voz não combinou com o nosso amado Bonzinho. Além de que atuação da Fiona Dourif (que, pasmem, é filha do Brad Dourif, que faz o Chucky), demonstra todo o talento da jovem, principalmente no final do filme, e é muito dependente de sua voz.
Quatro de 5 Medinhos para Culto de Chucky!
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