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O Culto de Chucky

Filmes

Quando em 1989 o filme Brinquedo Assassino fez sucesso ao apresentar uma personagem aparentemente esquizofrênica e nos trazia a dúvida se o garoto ou o boneco era o assassino, certamente seus criadores não imaginavam que seria uma franquia de tanto sucesso.

28 anos depois, tanto na vida real quanto na cronologia do filme, Chucky está de volta com o objetivo de trazer terror e medo àqueles que já foram seus inimigos.

Continuação direta de A Maldição de Chucky, o filme nos traz de volta a história de Nica, única sobrevivente aos ataques do boneco no filme anterior. Condenada pela morte de seus parentes, Nica foi internada em uma clínica psiquiátrica, tal qual ocorreu com a mãe do Andy após os eventos do filme original de 89. Nica agora se encontra em um manicômio penitenciário de segurança média e seu terapeuta decide que para ela melhorar deve conviver com um dos bonecos Bonzinhos.

Jennifer Tilly retorna a franquia como Tiffany… ou será que é como Jennifer Tilly? Ah… eu nunca me lembro.

Com uma fotografia fria, onde apenas os detalhes coloridos são contrastados apenas em eventos relacionados ao boneco )principalmente o vermelho) o novo filme nos traz de volta aquela sensação de mistério e apreensão da trilogia original. O que é melhorado com o fato de que, apesar de alguns efeitos em Computação Gráfica, ainda temos o Bonzinho feito de forma mecatrônica, trazendo mais veracidade aos eventos do filme.

Culto de Chucky consegue ser melhor que seu antecessor, por ser ainda mais sombrio e traz uma reviravolta surpreendente no final que entrega que ainda há muito mais história para ser contado, que, apesar de bastante forçada, não trilha o brilhantismo de uma obra de baixo orçamento.

Infelizmente o filme foi lançado no Brasil apenas em BlueRay e Streamming. Mas valeria a pena ver na tela grande.
Infelizmente o filme foi lançado no Brasil apenas em BlueRay e Streamming. Mas valeria a pena ver na tela grande.

Amantes de filmes de terror clássicos e principalmente os fãs da franquia vão ficar felizes com a obra. O filme traz uma série incontável de easter eggs e referências aos filmes anteriores e muito do entendimento da história depende de ter assistido aos outros filmes (até mesmo ao terrível O Filho de Chucky), mas nada que alguém que tenha assistido não possa te contar para ajudar. Vale a pena ficar até o final dos créditos, pois tem uma cena pós crédito tão divertida quanto a cena pós crédito do filme anterior, o que vão fazer os amantes da trilogia original gritar de alegria.

Recomendo apenas que evitem a versão dublada, pois apesar do brilhantismo de Guilherme Briggs, sua voz não combinou com o nosso amado Bonzinho. Além de que atuação da Fiona Dourif (que, pasmem, é filha do Brad Dourif, que faz o Chucky), demonstra todo o talento da jovem, principalmente no final do filme, e é muito dependente de sua voz.

Quatro de 5 Medinhos para Culto de Chucky!

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